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Santa Maria Mãe de Deus

Dia Mundial da Paz

1. Introdução

No primeiro dia do ano, a Igreja convida-nos a levantar o olhar para Maria, Mãe de Deus, e a acolher o dom da paz, rezando com toda a humanidade. Não começamos o ano com superstição, mas com fé; não com promessas vazias, mas com a bênção de Deus que a liturgia nos oferece.

Hoje, a Palavra recorda-nos que a paz é dom e tarefa, graça e responsabilidade. E Maria, a Mãe do Príncipe da Paz, ensina-nos a acolher esse dom no coração para o levar ao mundo.

2. A Palavra de Deus

1ª Leitura – Nm 6, 22-27

A bênção de Aarão é um dos textos mais belos da Escritura: “O Senhor te abençoe e te proteja… o Senhor volte para ti o seu rosto e te conceda a paz.” Começar o ano com esta bênção é reconhecer que a paz não nasce de estratégias humanas, mas do rosto de Deus que se inclina sobre nós.

2ª Leitura – Gl 4, 4-7

São Paulo recorda que, “na plenitude dos tempos, Deus enviou o seu Filho, nascido de uma mulher”. Maria aparece aqui como o lugar onde Deus entra na história. E graças a Cristo, já não somos escravos, mas filhos, herdeiros da promessa. A paz começa quando reconhecemos esta identidade: somos filhos amados.

Evangelho – Lc 2, 16-21

Os pastores encontram Maria, José e o Menino. E Lucas acrescenta: “Maria guardava todos estes acontecimentos, meditando-os no seu coração.” Maria não reage com pressa, não se deixa dominar pelo medo ou pela confusão. Ela acolhe, escuta e nedita. A paz nasce no coração que sabe guardar e meditar.

3. Maria, Mãe de Deus: Modelo e construtora da Paz

Ao chamarmos Maria “Mãe de Deus”, proclamamos que Deus fez-se próximo, pequeno, vulnerável. E Maria torna-se modelo de paz porque:

  • acolhe a vontade de Deus sem resistência
  • confia mesmo sem compreender tudo
  • oferece Jesus ao mundo
  • permanece firme junto à cruz
  • acompanha a Igreja com ternura materna

Maria é a mulher que gera a paz, porque gera Cristo.

4. Dia Mundial da Paz – A Mensagem do Papa

Todos os anos, o Papa oferece ao mundo uma mensagem para este dia. Os temas variam — fraternidade, ecologia integral, diálogo, desarmamento, inteligência artificial, cultura do cuidado — mas o núcleo é sempre o mesmo:

A paz é possível quando reconhecemos a dignidade de cada pessoa.

O Papa insiste frequentemente em três pontos:

1. A paz nasce do coração

Sem conversão interior, não há paz exterior. Maria é o modelo desta paz interior.

2. A paz exige justiça e verdade

Não basta desejar paz; é preciso construir estruturas sociais que a sustentem.

3. A paz é responsabilidade de todos

Cada gesto de bondade, cada palavra que cura, cada reconciliação conta.

5. Construir a paz no início do ano

O Evangelho mostra os pastores que, depois de verem Jesus, regressam glorificando a Deus. Eles voltam ao mesmo trabalho, à mesma vida — mas transformados.

Assim também nós:

  • voltaremos ao trabalho, à família, às rotinas
  • mas podemos voltar com um coração novo
  • levando a paz que recebemos de Cristo

A paz começa:

  • na família onde escutamos mais e julgamos menos
  • no trabalho onde colaboramos em vez de competir
  • na sociedade onde procuramos o bem comum
  • na Igreja onde somos instrumentos de reconciliação

6. Conclusão

No início deste novo ano, deixemos que a bênção de Deus desça sobre nós. Peçamos a Maria, Mãe de Deus e Rainha da Paz, que nos ensine a guardar a Palavra no coração e a oferecê-la ao mundo.

Que este ano seja tempo de graça, de esperança e de paz verdadeira — a paz que nasce do coração de Cristo.

Last modified: 1 de Janeiro, 2026

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